Família brasileira tem mais pets do que crianças
- 10 de out. de 2024
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Os brasileiros têm cerca de 160 milhões de pets, de acordo com dados do Instituto Pet Brasil, que reúne diversas empresas de produtos para animais
O jornal "O Tempo" recentemente divulgou uma matéria que apresenta uma mudança significativa no panorama familiar brasileiro: hoje, existem mais pets do que crianças nas famílias. Segundo dados do IBGE e do Instituto Pet Brasil, o Brasil possui aproximadamente 149 milhões de animais de estimação, enquanto o número de crianças com até 14 anos é de cerca de 41 milhões.
Esses números refletem não apenas uma mudança nas configurações familiares, mas também nas escolhas e prioridades da sociedade moderna. Os motivos para essa inversão nas estatísticas podem estar ligados a diversos fatores. O aumento do custo de vida, a necessidade de se dedicar mais à carreira e a busca por uma maior estabilidade financeira estão entre as razões pelas quais muitas famílias optam por ter menos filhos – ou até mesmo adiar ou evitar a decisão de ter crianças.
Ao mesmo tempo, os pets surgem como uma fonte de afeto, companhia e bem-estar emocional, o que os torna uma escolha mais viável para quem deseja o conforto de uma “família” sem os mesmos desafios que a criação de filhos traz.
Outro fator importante a ser considerado é a urbanização crescente e o estilo de vida moderno. Vivemos em um mundo onde as demandas profissionais exigem mais tempo e flexibilidade, o que muitas vezes deixa pouco espaço para o cuidado intenso que a criação de um filho demanda nos primeiros anos de vida.
Pets, por outro lado, podem oferecer companhia e conforto com menos complexidade, o que torna sua adoção cada vez mais atrativa para casais ou indivíduos que moram sozinhos em grandes centros urbanos.
No entanto, o dado mais importante dessa equação é a reflexão que ele provoca. Será que o aumento no número de pets e a redução do número de crianças é apenas uma questão de escolha? Ou está diretamente relacionado a dificuldades estruturais como falta de suporte para pais e mães, licenças paternidade e maternidade limitadas, e ausência de políticas públicas que incentivem a criação de filhos de maneira mais equitativa e inclusiva?
Na Escola da Paternidade, buscamos ampliar esse debate, especialmente porque essas mudanças no núcleo familiar têm impacto direto na forma como enxergamos o cuidado, a educação e o papel da paternidade. Ao refletirmos sobre o crescente número de pets em detrimento das crianças, não se trata de criticar uma escolha ou outra, mas de entender que essas mudanças demandam novas discussões sobre o apoio que as famílias, em suas diversas configurações, realmente precisam.
E você, já pensou sobre como essas transformações impactam a sociedade e, mais ainda, o papel do pai e da mãe no contexto moderno? Vamos continuar essa conversa. Participe dos nossos eventos e conheça mais sobre a Escola da Paternidade, acessando www.escoladapaternidade.com.br.





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